Bienal de SP e percepção de valor no livro digital

No último final de semana terminou a Bienal Internacional do Livro de SP. Quem acompanha a Bienal pode notar um expressivo aumento do número de visitantes (750 mil visitantes, 10 mil a mais do que a última Bienal de SP). Listo abaixo as minhas impressões sobre o evento e o que isso tem a ver com livros digitais:

1. A Cosac Naify e Positivo, duas editoras reconhecidas no setor, não quiseram ter seu estande na Bienal.

2. Pela primeira vez, e de maneira ainda tímida, começam a pipocar estandes de empresas de tecnologia como a Vivo que estavam lá para vender serviços de biblioteca virtual a preços realmente convidativos. Nos planos deles, eu poderia ter centenas de livros a disposição (vários atuais) pagando menos de 1 real pelo seviço.

 

 

 

 

 

3. Saldão: Muitas crianças, muitos jovens nos corredores, mas livros na mão mesmo só os de saldão, com preços entre 5 e 10 reais.

4. Modelo esgotado? É difícil saber ao certo. O último segundo (iG) cita esse modelo já começa a ser questionado por empresas do setor.

5. Havia algumas editoras que mostravam livros digitais em tablets. Porém, eram na sua maioria, livros infantojuvenis em formato epub e sem nenhuma interatividade.

6. Estamos vivendo num momento único, onde, por conta dos tablets, essa pode ser a última Bienal como nós a conhecemos.

PS: link da nota do ig sobre a Bienal de SP

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2012-08-21/bienal-do-livro-bate-recorde-de-visitacao-mas-enfrenta-criticas-de-esgotamento.html

 

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