Os melhores programas para desktop publishing

Este post retoma algumas informações de meu site antigo. Aqui listo abaixo alguns dos softwares mais utilizados para diagramação e para a realização de materiais gráficos gerais…

1º. Indesign
Este, para mim, ganha o prêmio de ouro. Em sua versão CS6 ele se mostra muito mais estável, com mais ferramentas para automação de tarefas corriqueiras e mais preparado para diagramar materiais para tablets, porém mais complexo. Se você quer entrar no meio gráfico, esse software precisa ser seu amigo do peito. Fico sempre pensando no que eu seria capaz de fazer com o indesign CS6 se ele fosse lançado em 95… ano que eu comecei a trabalhar com DTP… Quer um argumento arrasador? Dá uma entrada no site da ICC (international color consortium… o que determina os padrão de imagens)… quem são os membros fundadores? Empresas como Adobe, Apple, Afga… Quem são membros regulares? Empresas como Heidelberger, Nikon, Canon, Sony, Fujifilm… Tem Corel? Não. Tem a Quark? Não… nossa que puxa…

2º Illustrator
Dizem que ele foi totalmente refeito no CS6… mas eu, sinceramente, não senti tanta diferença assim… ele está mais estável… Aliás, quando eu digo que o programa é estável, significa que ele não fica travando toda hora, ou que tem problemas de usabilidade gritantes… Enfim… eu utilizo o Illustrator para fazer alguns desenhos para depois jogá-los no Indesing e finalizar a obra…

3ºPhotoshop… nossa… quanta diferença no CS6… Quem estava acostumado com a aparência do software, vai tomar um susto (principalmente o pessoal do mac)… ele está bem mais complexo… e bem mais pesado também… vale a pena ver se o seu CS4 ou CS5 já não faz o trabalho que o CS6 irá fazer… meu conselho: instale a versão de teste e depois, se quiser, instale de uma vez…

4º QuarkXpress… pois é… o problema de você trabalhar com o quark é que você vai usar um programa que poucos profissionais no Brasil são especialistas, além dele não ser compatível com algumas soluções da Adobe… enfim… se você gosta desse programa, vá em frente. Ele também é estável, tem vários plugins interessantes…

5º CorelDraw… Bom… o que falar de Corel… é um bom programa para gráficas pequenas e rápidas, dessas que fazem cartão de visita em pequenas e médias quantidades, folhetos… Corel só tem a versão para Windows (ou seja, se você tiver um Mac, vai ficar sem)… Se você tiver fazendo design gráfico ou se estiver num bom curso de publicidade, creio que a turma vai indicar para você ficar longe desse programa… Eu mesmo só uso ele quando eu recebo um material em CDR e preciso converter para .ai… Dá uma pena porque, na minha opinião, se o pessoal da Corel investisse no programa, contratasse um pessoal legal para aperfeiçoar o software… acho que o programa poderia ser melhor conceituado… mas a empresa sequer está em grandes associações como a International Color Consortium (como dito acima)…

Mag+… um plugin interessante, mas…

O mais interessante sobre as novas mídias digitais é o surgimentos de várias empresas com plugins ou aplicativos interessantes que prometem ajudar o designer a fazer sua revista digital. Uma delas chama-se Mag+.

Mag+ (Leia-se magplus) é de uma empresa sueca com sede em nova iorque e que traz uma interessante forma de diagramação de revistas para tablets. Um aplicativo inovador, onde o fundo se mistura com o texto com ferramente que são realmente tentadores para o designer… porém eles pecam (e pecam feio) no quesito básico: ensinar como fazer.

Como a maioria dos aplicativos voltados para o desenvolvimento de revistas ou livros digitais, Mag+ carece de explicações para o designer… a empresa disponibiliza poucos vídeos sem parâmetro didático e tenta reponder todas as questões, num fórum que fica dentro do site, em que centenas de pessoas fazem outras centenas de dezenas de perguntas… às vezes até em outras línguas (o inglês é predominante)… Numa torre de babel virtual tamanha que é difícil de acreditar que o pessoal da Mag+ ache que, com isso, os deixaria isentos de um manual de explicações com uma didática minimamente razoável.

Pobre empresa. Com uma grande ideia nas mãos, que poderia estar ganhando rios de dinheiro, em várias partes do mundo, mas que não faz o básico para conquistar o cliente: dizer claramente como funciona o produto que vende.

CS6… novidades da Adobe para mídias digitais

É… quem pensou que a Adobe estava meio parada… ainda mais com empresas como a Woodwing trazendo soluções num indesign que parecia esquecer das existências de tablets, agora tem pouco o que reclamar.

Vamos pelas partes boas: O indesign, na sua versão CS6, se mostra muito mais amigável quando se fala em digital publishing. Os novos comandos e sua dinâmica fazem com que uma publicação digital seja feita em bem menos tempo do que os de plugins concorrentes. Realmente, nota 10 para a Adobe.

Partes ruins: Acho que três coisas ainda pecam para o Indesign ser um Photoshop do desktop publishing… a possibilidades de salvar materiais em formato aplicativo (seja para a Apple Store, seja para o Android), uma maior interatividade com os arquivos HTML5 exportados do Flash (comentarei isso num próximo post) e, por último, os preços dos pacotes folios atuais que, apesar de serem bem mais baixos do que você imprimir o material, ainda são um pouco salgados.

Mac X PC

No meu antigo site, um dos meus primeiros posts sobre design gráfico era sobre dois personagens peculiares que existem no mundo do design: os mac lovers e os pc lovers.

Eu nunca entendi muito bem o porque deles existirem. Isso porque não são consumidores que tem alguma preferência. São seres que produzem situações eu diria… peculiares. Explico: Já vi uma designer recusar uma boa vaga de emprego (eu disse BOA VAGA) só porque a empresa não trabalhava com MAC. Numa outra situação, vi um estudante sair durante um curso de programação caríssimo porque não havia windows nas máquinas…

Mas o que é melhor? Mac ou PC? Eu diria que é o designer. Infelizmente (para alguns) nem a maça nem as janelas coloridas farão com que o logo fique estupendo, que a revista saia impecável ou que o folder fique bonito. Seja em mac ou PC, o conceito em cada projeto é necessário, o nível de repertório e a organização ainda são primordiais… mas… a guerra ainda tem muito espaço… uma pena.

Monitor, cores e cabos

Recentemente minha placa de vídeo deu um problema que me fez pesquisar em alguns blogs sobre resolução de tela e etc. Pude perceber que, nos fóruns, havia muita gente (da área de design gráfico inclusive) com dúvidas sobre qualidade de imagem. Por isso, esse post será diferente, será mais técnico. Hoje falarei sobre placas de vídeo e cabos DVI / VGA.

Cabo DVI: se você trabalha na área de design gráfico e o seu monitor tem entrada DVI, compre o cabo. Por questão de economia, os monitores vêm com cabos VGA (analógicos)… mas dai você me pergunta: tem diferença? Eu digo: sim, tem. Cabos DVI dão um ganho de performance na visualização de imagens. Além disso, se você trabalha muito com photoshop, verá que em muitas imagens que, com imagem VGA, tinham um fundo aparentemente branco, na verdade estavam com alguns pontinhos pretos… que geralmente acabam aparecendo no seu projeto final… já impresso. Repito: o ganho de qualidade para quem trabalha com design é grande.

Mas, e o preço? É barbada. Um cabo DVI custa em média 35 reais… muito mais barato que há 3 anos, quando um cabo desses custava em torno de 100 contos…

Bom, não é atoa que computadores Apple só trabalham com DVI. Olha que não sou nenhum mac lover e nem muito menos um PC Lover… mas devo admitir que o pessoal da maça realmente se preocupam com a qualidade dos produtos que fabricam.

Ah, sim… placas de vídeo… entonces… eu prefiro comprar os que não vem com aquela ventuinha… primeiro porque geralmente são pequenas e pouco potentes. Depois, caso ela não ventile o suficiente, sua placa vai para o beleleu… Quer diminuir a temperatura da sua máquina? Vai por mim: compre uma ventuinha externa, daquelas potentes, enormes… não vai se arrepenter.

Uma nova relação de produção

Antes de ir eternamente para “a nuvem”, Steve Jobs deixara algumas dicas sobre como seus produtos e serviços iriam mudar algumas cadeias de produção. De fato, Jobs inaugurou uma geração de “programadores-produtores”. Isso porque, com o surgimento da Apple Store e seu sistema de armazenamento e distribuição, um ou dois programadores podem dar vida a um simples (e rentável) aplicativo.

Sim, mas o que as editoras tem com isso? Atualmente quase nada. Mas com a disseminação dos tablets (que já está acontecendo, mas deve aumentar nos próximos anos – escreverei sobre num próximo post) a relação de parceria autor x editora tende a ser cada vez mais essencial para a sobrevivência da própria editora. Isso porque, nas regras atuais, o autor ainda precisa da editora para publicar seu livro, pois o custo de gráfica, distribuição e gerenciamento de vendas ainda é um custo pesado demais para bancar sozinho. Mas, desde do surgimento do epub, esses custos ficaram muito reduzidos (ou inexistentes). No último Congresso sobre Livro Digital da CBL pouco se questionou sobre a possibilidade de uma Amazon ou outra distribuidora começarem a aceitar livros diretamente do autor (na verdade isso já está acontecendo com algumas empresas na Europa). Também pouco se debateu sobre o fato de que a facilidade de publicação e distribuição e gerenciamento da monetização do conteúdo também servem para quem é o autor da publicação.

Não quero aqui ser o arauto dos problemas, mas acredito que as editoras só continuarão a ter um papel relevante se trabalharem como as atuais editoras de revistas e jornais, ou seja: recebem as pautas (as ideias) escolhem as melhores e pagam para o jornalista (ou o autor) escrever. O atual modelo “autor escreve todo o material e, apenas se o texto for escolhido, o autor recebe” tende, num futuro próximo, a ser uma escolha perigosa pois levaria o escritor a acreditar que não precisaria de uma editora para ele fazer a publicação e a monetização de seu material já que esses custos já começam a não ser um problema para os “autores-micro-empreendedores”.

3º Congresso sobre o Livro Digital

Nos dias 10 e 11 de maio aconteceu o 3º Congresso sobre o Livro Digital, patrocinado pela CBL. Lá estavam cerca de 300 das maiores editoras de livros e revistas do País ouvindo palestrantes vindos de alguns países da europa e dos Estados Unidos, além de alguns brasileiros.
Minha opinião: Pela primeira vez eu vi muitas editoras realmente preocupadas em colocar seu material de forma digital. Várias já contratando empresas de conversão de materiais de versões impressas para o formato .epub e outras tantas fazendo volumosos contratos com empresas de distribuição.
Epa. Empresas de Distribuição? Mas as editoras não podem colocar seus materiais nos seus próprios servidores, onde já conseguem vender seu material por e-commerce?
Podem, mas elas temem pela pirataria que esses novos materiais possam vir a sofrer e então, atualmente, elas se veem reféns de empresas que vendem proteção do tipo DRM, como a Adobe. Como só as empresas de distribuição tem um capital para investir nisso… lá estão as editoras entregando seu conteúdo para as empresas de distribuição venderem pelos seus próprios sites de vendas.
Nós próximos posts eu estarei discutindo sobre formas de como as editoras poderiam vender seus livros sem necessariamente ficarem presos a correntes que só o temor de uma pirataria poderia causar.

Pirataria nos livros digitais: como acabar com ela?

É bom lembrar que pirataria sempre atingiu vários mercados. São músicas, filmes, bolsas, tênis, camisas oficiais e até a própria indústria editorial, com os xérox totais dos livros de faculdade. Tenho pensado e estruturado uma forma de vendagem de livros que não se perca com a distribuição gratuita e indiscriminada de seu maior bem. Fica aqui alguns conceitos que eu acho que as empresas deveriam pensar: 1. Estudar como os outros mercados conviveram com a pirataria 2. Sempre, mas sempre haverá jeitos de quebrar códigos de proteção… pergunte para o menino da informática… entenderam o porque do “conviveram”?

Amarrando o cadarço

Nos últimos meses tenho estudado sobre livros e revistas digitais (mais especificamente em tablets e e-readers) e como esse novo jeito de visualização de conteúdo já está mudando estruturas em editoras de livros e revistas pelo mundo.

Li muita coisa, falei com várias pessoas (especialistas ou curiosos pela área) e, como tudo na internet, me vi cercado de informações vezes catastróficas, vezes visionárias e outras até errôneas mesmo.

Neste blog complartilharei um pouco dessa caminhada que eu e a Samis (minha parceira nesses e noutros assuntos) estamos vivendo atualmente.

Espero que gostem.