Lexmark e os cartuchos remanufaturados…

Recentemente saiu nos jornais que a Lexmark vai parar de produzir impressoras (http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/lexmark-vai-demitir-1-7000-e-parar-de-produzir-impressoras). Eu, recentemente, descobri (ou melhor, senti no bolso) que a minha impressora multifuncional  Lexmark, que sempre achei suficiente para as tarefas do cotidiano, não aceita cartuchos remanufaturados. Quando você coloca um cartucho remanufaturado, o software da Lexmark te avisa que o mesmo está vazio e que precisa ser trocado por um novo. Isso acontece por conta de um sistema da Lexmark que verifica o cartucho antes da primeira impressão.

Assim, se você estiver pensando em comprar uma impressora jato de tinta, mas já pensa em alternar entre cartuchos originais e remanufaturados, é melhor pensar em outras opções de impressoras.

Bienal de SP e percepção de valor no livro digital

No último final de semana terminou a Bienal Internacional do Livro de SP. Quem acompanha a Bienal pode notar um expressivo aumento do número de visitantes (750 mil visitantes, 10 mil a mais do que a última Bienal de SP). Listo abaixo as minhas impressões sobre o evento e o que isso tem a ver com livros digitais:

1. A Cosac Naify e Positivo, duas editoras reconhecidas no setor, não quiseram ter seu estande na Bienal.

2. Pela primeira vez, e de maneira ainda tímida, começam a pipocar estandes de empresas de tecnologia como a Vivo que estavam lá para vender serviços de biblioteca virtual a preços realmente convidativos. Nos planos deles, eu poderia ter centenas de livros a disposição (vários atuais) pagando menos de 1 real pelo seviço.

 

 

 

 

 

3. Saldão: Muitas crianças, muitos jovens nos corredores, mas livros na mão mesmo só os de saldão, com preços entre 5 e 10 reais.

4. Modelo esgotado? É difícil saber ao certo. O último segundo (iG) cita esse modelo já começa a ser questionado por empresas do setor.

5. Havia algumas editoras que mostravam livros digitais em tablets. Porém, eram na sua maioria, livros infantojuvenis em formato epub e sem nenhuma interatividade.

6. Estamos vivendo num momento único, onde, por conta dos tablets, essa pode ser a última Bienal como nós a conhecemos.

PS: link da nota do ig sobre a Bienal de SP

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2012-08-21/bienal-do-livro-bate-recorde-de-visitacao-mas-enfrenta-criticas-de-esgotamento.html

 

Livros digitais. Qual é o melhor formato?

É difícil ter uma informação isenta hoje, especialmente porque cada empresa que se especializa numa determinada área, por experiência própria, costuma dizer que um tipo de sistema ou formato é o melhor.
Eu prefiro dizer que depente do que está sendo feito e para quem vai ser enviado o material. Listo abaixo os principais modelos:

1. Epub.
Epub nada mais é do que um grande arquivo html “zipado”. Isso mesmo. Se você mudar a extensão do arquivo “.epub” para “.zip” e tentar abrir, você vai ver uma pastinha com vários html e CSS (folha de estilos) e imagens. Epub são arquivos simples e geralmente abrem em e-readers e em tablets. Designers não costumam gostar muito deste formato porque o epub não permite um design elaborado nas páginas, ou seja, páginas com um fundo colorido, textos com tipografias bem diferentes que permeiam as imagens… Principais finalidades: Se você quer escrever um romance, um livro de ficção onde tenha apenas uma imagem de capa e texto (ok, que tenham algumas imagens na parte interna do livro… mas nada elaborado, ok?)… num formato limpo e direto… epub é a melhor solução para você.
Custo de produção
Interatividade
Design
Compatibilidade de equipamentos:  ● ● ● ● ● ●
Custo de segurança contra pirataria por produto:  Alto 

2. PDF
Sim, o pdf! E-readers também leem pdf. Recomendo para livros que tenham fundo com imagem, imagens intercaladas no texto… A diferença do Epub? O tamanho do arquivo. Sim, o novo autor precisa também pensar no tamanho do arquivo que vai ficar o seu material. Arquivos pesados costuam ter problemas em equipamentos com processadores lentos. E a chance do leitor se aborrecer com você e não com o equipamento é grande. Eu diria que um limite um limite para um bom livro ser aberto em e-readers tradicionais e tablets fica entre 15 e 20mb. Mais do que isso, vai travar. Mas é bom testar antes…
Custo de produção● ●
Interatividade  
Design● ● ●
Compatibilidade com equipamentos ● ● ●
Custo de segurança contra pirataria/produto Alto 

3. Aplicativos
Não rodam em e-readers. Apenas em tablets. Mas também permitem uma interatividade máxima que o aparelho permite. Você pode usar sistemas de giroscópio, sensor de gravidade, localização GPS, som, vídeos, interatividade com sites. É legal para livros infantojuvenis ou para livros adultos educacionais. O tamanho de arquivo é grande… mas compensa. É o mais caro de ser produzido atualmente porque você dependerá de um designer que tenha a habilidade de produzir conteúdos com animação e um bom programador. Eu e a Samis, com a Yellow+Blue, fazemos esse tipo de material. Ok, ok… também faço os outros materiais, mas gostamos mais de fazer aplicativos para livros infantojuvenis.
Custo de produção● ● ●
Interatividade:● ● ● ● ●
Design● ● ● ● ●
Compatibilidade de equipamentos
Custo de segurança contra pirataria/produto Baixo  

Contec Brasil 2012

Nos dias 7 e 8 de agosto nós (eu e a Samis) fomos ao Contec Brasil – Conferência Internacional de Tecnologia, Cultura e Alfabetização -, promovido pela Frankfurt Academy.
O evento em si foi muito bem estruturado, porém, juntar alta tecnologia, novos dispositivos móveis e alfabetização creio que ficou amplo demais e parecendo, por vezes, que não havia um objetivo muito claro de público (seriam pedagogos em busca de uma nova solução para alfabetização de crianças? Uma editora que busca saber como anda o mercado de tablets e outros dispositivos móveis para uso em leitura? Seria para um ativista de alguma ONG? Para o público leigo mas interessado em tecnologia?
Das pessoas que se apresentaram, algumas me chamaram a atenção: Bruno Valente, da Punch!, que levantou questões importantes e pertinentes com relação ao novo mercado editorial que dispositivos móveis como tablets estão criando (porém, infelizmente não deram ao Bruno mais tempo para expor suas colocações); José Luis Poli, da Faculdades Anhanguera, que mostrou uma iniciativa um tanto ousada que é a de alfabetizar crianças e adultos por meio de smartphones (apesar das críticas que se ouvia na plateia, eu acredito que falta neste país pessoas visionárias como Poli) e Phillippa Donovan, da Egmont, que da mesma forma que os donos de carruagens do século 18 diziam que automóveis eram perda de tempo…. Phillippa acredita que o livro impresso não será substituído por um livro digital.

Os melhores programas para desktop publishing

Este post retoma algumas informações de meu site antigo. Aqui listo abaixo alguns dos softwares mais utilizados para diagramação e para a realização de materiais gráficos gerais…

1º. Indesign
Este, para mim, ganha o prêmio de ouro. Em sua versão CS6 ele se mostra muito mais estável, com mais ferramentas para automação de tarefas corriqueiras e mais preparado para diagramar materiais para tablets, porém mais complexo. Se você quer entrar no meio gráfico, esse software precisa ser seu amigo do peito. Fico sempre pensando no que eu seria capaz de fazer com o indesign CS6 se ele fosse lançado em 95… ano que eu comecei a trabalhar com DTP… Quer um argumento arrasador? Dá uma entrada no site da ICC (international color consortium… o que determina os padrão de imagens)… quem são os membros fundadores? Empresas como Adobe, Apple, Afga… Quem são membros regulares? Empresas como Heidelberger, Nikon, Canon, Sony, Fujifilm… Tem Corel? Não. Tem a Quark? Não… nossa que puxa…

2º Illustrator
Dizem que ele foi totalmente refeito no CS6… mas eu, sinceramente, não senti tanta diferença assim… ele está mais estável… Aliás, quando eu digo que o programa é estável, significa que ele não fica travando toda hora, ou que tem problemas de usabilidade gritantes… Enfim… eu utilizo o Illustrator para fazer alguns desenhos para depois jogá-los no Indesing e finalizar a obra…

3ºPhotoshop… nossa… quanta diferença no CS6… Quem estava acostumado com a aparência do software, vai tomar um susto (principalmente o pessoal do mac)… ele está bem mais complexo… e bem mais pesado também… vale a pena ver se o seu CS4 ou CS5 já não faz o trabalho que o CS6 irá fazer… meu conselho: instale a versão de teste e depois, se quiser, instale de uma vez…

4º QuarkXpress… pois é… o problema de você trabalhar com o quark é que você vai usar um programa que poucos profissionais no Brasil são especialistas, além dele não ser compatível com algumas soluções da Adobe… enfim… se você gosta desse programa, vá em frente. Ele também é estável, tem vários plugins interessantes…

5º CorelDraw… Bom… o que falar de Corel… é um bom programa para gráficas pequenas e rápidas, dessas que fazem cartão de visita em pequenas e médias quantidades, folhetos… Corel só tem a versão para Windows (ou seja, se você tiver um Mac, vai ficar sem)… Se você tiver fazendo design gráfico ou se estiver num bom curso de publicidade, creio que a turma vai indicar para você ficar longe desse programa… Eu mesmo só uso ele quando eu recebo um material em CDR e preciso converter para .ai… Dá uma pena porque, na minha opinião, se o pessoal da Corel investisse no programa, contratasse um pessoal legal para aperfeiçoar o software… acho que o programa poderia ser melhor conceituado… mas a empresa sequer está em grandes associações como a International Color Consortium (como dito acima)…

Mag+… um plugin interessante, mas…

O mais interessante sobre as novas mídias digitais é o surgimentos de várias empresas com plugins ou aplicativos interessantes que prometem ajudar o designer a fazer sua revista digital. Uma delas chama-se Mag+.

Mag+ (Leia-se magplus) é de uma empresa sueca com sede em nova iorque e que traz uma interessante forma de diagramação de revistas para tablets. Um aplicativo inovador, onde o fundo se mistura com o texto com ferramente que são realmente tentadores para o designer… porém eles pecam (e pecam feio) no quesito básico: ensinar como fazer.

Como a maioria dos aplicativos voltados para o desenvolvimento de revistas ou livros digitais, Mag+ carece de explicações para o designer… a empresa disponibiliza poucos vídeos sem parâmetro didático e tenta reponder todas as questões, num fórum que fica dentro do site, em que centenas de pessoas fazem outras centenas de dezenas de perguntas… às vezes até em outras línguas (o inglês é predominante)… Numa torre de babel virtual tamanha que é difícil de acreditar que o pessoal da Mag+ ache que, com isso, os deixaria isentos de um manual de explicações com uma didática minimamente razoável.

Pobre empresa. Com uma grande ideia nas mãos, que poderia estar ganhando rios de dinheiro, em várias partes do mundo, mas que não faz o básico para conquistar o cliente: dizer claramente como funciona o produto que vende.

CS6… novidades da Adobe para mídias digitais

É… quem pensou que a Adobe estava meio parada… ainda mais com empresas como a Woodwing trazendo soluções num indesign que parecia esquecer das existências de tablets, agora tem pouco o que reclamar.

Vamos pelas partes boas: O indesign, na sua versão CS6, se mostra muito mais amigável quando se fala em digital publishing. Os novos comandos e sua dinâmica fazem com que uma publicação digital seja feita em bem menos tempo do que os de plugins concorrentes. Realmente, nota 10 para a Adobe.

Partes ruins: Acho que três coisas ainda pecam para o Indesign ser um Photoshop do desktop publishing… a possibilidades de salvar materiais em formato aplicativo (seja para a Apple Store, seja para o Android), uma maior interatividade com os arquivos HTML5 exportados do Flash (comentarei isso num próximo post) e, por último, os preços dos pacotes folios atuais que, apesar de serem bem mais baixos do que você imprimir o material, ainda são um pouco salgados.

Mac X PC

No meu antigo site, um dos meus primeiros posts sobre design gráfico era sobre dois personagens peculiares que existem no mundo do design: os mac lovers e os pc lovers.

Eu nunca entendi muito bem o porque deles existirem. Isso porque não são consumidores que tem alguma preferência. São seres que produzem situações eu diria… peculiares. Explico: Já vi uma designer recusar uma boa vaga de emprego (eu disse BOA VAGA) só porque a empresa não trabalhava com MAC. Numa outra situação, vi um estudante sair durante um curso de programação caríssimo porque não havia windows nas máquinas…

Mas o que é melhor? Mac ou PC? Eu diria que é o designer. Infelizmente (para alguns) nem a maça nem as janelas coloridas farão com que o logo fique estupendo, que a revista saia impecável ou que o folder fique bonito. Seja em mac ou PC, o conceito em cada projeto é necessário, o nível de repertório e a organização ainda são primordiais… mas… a guerra ainda tem muito espaço… uma pena.

Monitor, cores e cabos

Recentemente minha placa de vídeo deu um problema que me fez pesquisar em alguns blogs sobre resolução de tela e etc. Pude perceber que, nos fóruns, havia muita gente (da área de design gráfico inclusive) com dúvidas sobre qualidade de imagem. Por isso, esse post será diferente, será mais técnico. Hoje falarei sobre placas de vídeo e cabos DVI / VGA.

Cabo DVI: se você trabalha na área de design gráfico e o seu monitor tem entrada DVI, compre o cabo. Por questão de economia, os monitores vêm com cabos VGA (analógicos)… mas dai você me pergunta: tem diferença? Eu digo: sim, tem. Cabos DVI dão um ganho de performance na visualização de imagens. Além disso, se você trabalha muito com photoshop, verá que em muitas imagens que, com imagem VGA, tinham um fundo aparentemente branco, na verdade estavam com alguns pontinhos pretos… que geralmente acabam aparecendo no seu projeto final… já impresso. Repito: o ganho de qualidade para quem trabalha com design é grande.

Mas, e o preço? É barbada. Um cabo DVI custa em média 35 reais… muito mais barato que há 3 anos, quando um cabo desses custava em torno de 100 contos…

Bom, não é atoa que computadores Apple só trabalham com DVI. Olha que não sou nenhum mac lover e nem muito menos um PC Lover… mas devo admitir que o pessoal da maça realmente se preocupam com a qualidade dos produtos que fabricam.

Ah, sim… placas de vídeo… entonces… eu prefiro comprar os que não vem com aquela ventuinha… primeiro porque geralmente são pequenas e pouco potentes. Depois, caso ela não ventile o suficiente, sua placa vai para o beleleu… Quer diminuir a temperatura da sua máquina? Vai por mim: compre uma ventuinha externa, daquelas potentes, enormes… não vai se arrepenter.